Como Controlar as Emoções e a Mente

Como Controlar as Emoções e a Mente

Quem nunca teve um dia em que acordou cheio de entusiasmo, feliz e confiante, para poucas horas depois, sem motivo aparente, cair num estado de desânimo ou irritação? É comum sentirmos que as nossas emoções são como um barco à deriva, jogado de um lado para o outro pelas ondas do destino.

Contudo, os antigos sábios do Egito, cujos ensinamentos estão reunidos no livro secular O Caibalion, sabiam que o universo não joga aos dados com os nossos sentimentos. Existem leis exatas que governam os estados mentais. Neste artigo, vamos desvendar o Princípio da Polaridade e o Princípio do Ritmo através do Método Feynman, ensinando-o a usar a “Alquimia Mental” para se tornar o mestre — e não o escravo — das suas próprias emoções.

O Princípio da Polaridade: Tudo Tem Dois Lados

O Quarto Princípio Hermético afirma: “Tudo é Duplo; tudo tem polos; tudo tem o seu oposto”. Na prática, isto significa que coisas que parecem completamente opostas são, na verdade, a mesma coisa, mudando apenas o grau de intensidade.

A analogia de Feynman: Pense num termómetro. Onde começa o frio e onde termina o calor? Não existe uma linha divisória exata. O “frio” e o “calor” são apenas uma única coisa chamada temperatura. Da mesma forma, o Amor e o Ódio, o Medo e a Coragem, a Escassez e a Abundância não são inimigos separados; são os dois extremos da mesma régua mental.

Se eles estão na mesma régua, significa que você pode fazer a Transmutação Mental. Não pode transformar o calor em música, porque estão em réguas diferentes; mas pode deslizar o marcador da sua mente do polo do Medo para o polo da Coragem, simplesmente mudando a sua vibração.

O Princípio do Ritmo: O Balanço do Pêndulo

O Quinto Princípio Hermético liga-se diretamente ao anterior: “Tudo tem fluxo e refluxo; tudo sobe e desce; a medida do seu movimento para a direita é a mesma medida do seu movimento para a esquerda”. É a lei do Pêndulo.

Sempre que atinge um extremo de extrema euforia ou apego a nível humano, a lei universal puxa o pêndulo na direção oposta, trazendo a tristeza, a perda ou o desânimo. É por isso que muitas pessoas vivem numa montanha-russa emocional: quanto mais alto sobem no ego, mais dolorosa é a queda no poço da frustração.

Como os Mestres Dominam a Lei do Ritmo?

Os Hermetistas avançados não tentam destruir a Lei do Ritmo (o que seria impossível, pois as leis universais são imutáveis). Em vez disso, eles aprenderam a usar a Lei da Neutralização.

A analogia de Feynman: Imagine que está numa praia e vem uma onda gigante na sua direção. Se ficar parado a lutar contra a água, a onda vai derrubá-lo e arrastá-lo pela areia. Mas se for um surfista experiente, você usa a força da própria onda para deslizar por cima dela. O mestre espiritual é o surfista das emoções.

Quando o pêndulo mental começa a balançar em direção ao desânimo ou à negatividade, o mestre não se identifica com esse estado. Ele eleva a sua consciência para um plano superior (a nível da Alma) e deixa que o movimento negativo passe por baixo dele, sem o afetar. Ele recusa-se a ser movido como um peão no tabuleiro de xadrez da vida.

Guia Prático: 3 Passos para Aplicar a Alquimia Mental

Para aplicar estes princípios milenares quando sentir que está a perder o controlo emocional, use estes passos práticos:

1. Identifique em Que Ponto da Régua Você Está

Se sentir raiva ou frustração, tome consciência e diga: “Eu estou no polo negativo da régua da harmonia”. Nomear a emoção tira o poder cego que ela tem sobre si. Você percebe que a raiva é apenas um estado temporário da mente, e não quem você é.

2. Use a Polarização Ativa

Não tente combater a raiva com força de vontade ou reprimindo o sentimento (isso só acumula mais pressão). Em vez disso, mude o foco e comece a concentrar-se intensamente no polo oposto. Se há escassez, concentre-se na gratidão pelas pequenas coisas que já possui. Se há medo, foque a atenção em memórias onde foi corajoso e audaz. Mudar a atenção é mudar a polaridade.

3. Pratique a Neutralização do Pêndulo

Quando notar que uma fase difícil ou uma onda de mau humor está a chegar, não reaja com drama ou reclamações. Aceite que a natureza tem os seus ciclos (como o inverno que antecede a primavera). Recolha-se no silêncio da sua presença, observe a tempestade passar e repita para si mesmo: “Isto também vai passar. Eu permaneço firme no centro da minha paz”.

Conclusão: A Arte da Arte Mental

Controlar as emoções não é sinónimo de se transformar num robô insensível. É, sim, ter a sabedoria de escolher em que frequência deseja habitar.

Ao dominar as réguas da Polaridade e compreender o balanço do Ritmo, você deixa de ser uma vítima das circunstâncias exteriores ou das provocações alheias. O seu mundo interno passa a ser governado pela sua própria mentalidade superior. Descobre, assim, o segredo mais bem guardado dos alquimistas: o poder de transmutar o chumbo da dor no ouro puro da estabilidade espiritual.